Ruído, calor e luz também pesam na NR-1

Desde maio, as empresas precisam incluir os fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos da NR-1. A conversa quase sempre vai para carga de trabalho, metas e liderança, e faz sentido que seja assim. Mas eu vejo um ponto ficando de fora: o ambiente físico onde as pessoas passam o dia. Ruído constante, calor, luz ruim e ar parado não são a causa principal do adoecimento mental, só que somam desgaste todos os dias. E isso dá para medir.

Os números deste ano mostram por que o assunto não pode esperar. Um levantamento da VR, feito com atestados de clientes que somam mais de 75 mil empresas, apontou que ansiedade e depressão responderam por 67% dos atestados analisados entre janeiro e julho, com quase 958 mil horas de afastamento por saúde mental. Ninguém vai resolver isso trocando o ar-condicionado. Ainda assim, deixar o espaço fora do inventário de riscos é ignorar justamente a parte mais fácil de corrigir.

Aqui na StraubJunqueira, é esse o papel do Home Blue. Medimos em campo qualidade do ar, temperatura, umidade, iluminação e ruído, e cruzamos as leituras com a percepção de quem ocupa o espaço. O que costumo observar é que muita queixa vaga ganha um número quando a gente mede, e um número vira prioridade de investimento, ligado à NR-17, ao absenteísmo e à sinistralidade do plano de saúde.

A NR-1 pede que a empresa enxergue o que adoece as pessoas no trabalho. O ambiente não é a única resposta, mas é uma das poucas que dá para medir hoje e corrigir amanhã. Eu colocaria essa avaliação no PGR antes da próxima revisão.

#NR1 #QualidadeAmbientalInterna #SaúdeOcupacional

Fontes: VR – quase 1 milhão de horas de afastamento (16/09/2026) · Portal Rádio Notícias – atualização da NR-1 (20/10/2026) · Fundacentro – CTPP mantém exigência a partir de maio

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