Qualidade do ar interno: um tema invisível que impacta diretamente a saúde das pessoas

Qualidade do ar interno: um tema invisível que impacta diretamente a saúde das pessoas

Passamos grande parte da vida dentro de ambientes fechados. Casas, escritórios, escolas, hospitais, lojas. Ainda assim, durante muito tempo, a qualidade do ar interno foi tratada como um tema secundário na construção e na operação dos edifícios. O que respiramos dentro dos espaços raramente entrou no centro das decisões de projeto, manutenção ou investimento. Esse cenário vem mudando de forma consistente, impulsionado por evidências científicas, crises sanitárias e, mais recentemente, por iniciativas globais de articulação e compromisso.

 

Dados ajudam a dimensionar a relevância desse tema. Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), as pessoas passam, em média, cerca de 90% do tempo em ambientes internos, onde a concentração de poluentes pode ser significativamente maior do que no ambiente externo.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que 99% da população mundial respira ar com níveis de poluentes acima dos limites recomendados, o que impacta diretamente a saúde humana. Embora esse dado inclua a poluição externa, a OMS destaca que a qualidade do ar em ambientes internos é parte fundamental desse cenário, especialmente em áreas urbanas e edifícios mal ventilados.

 

Estudos internacionais também apontam que a poluição do ar em ambientes internos está associada a cerca de 3,2 milhões de mortes prematuras por ano no mundo, além de contribuir para doenças respiratórias, cardiovasculares, queda de desempenho cognitivo e redução da produtividade.

 

É nesse contexto que surge o Pacto Global pela Qualidade do Ar Interno, uma iniciativa internacional que reconhece o impacto direto do ar que respiramos na saúde, no bem-estar e na eficiência dos edifícios. O pacto foi apresentado e consolidado em setembro de 2025, durante encontros realizados na sede da ONU, reunindo organizações, empresas e especialistas de diversos países em torno de um objetivo comum: elevar o padrão de qualidade do ar interno de forma mensurável, contínua e transparente.

 

A StraubJunqueira é signatária do Pacto Global pela Qualidade do Ar Interno, assumindo publicamente o compromisso de atuar para melhorar as condições ambientais internas dos edifícios em que trabalha. Esse posicionamento não é simbólico. Ele reflete uma visão técnica e ética de que sustentabilidade não se limita à eficiência energética ou ao uso racional de recursos naturais, mas envolve, sobretudo, o cuidado direto com as pessoas que ocupam os espaços.

 

O pacto propõe uma mudança de abordagem. Em vez de tratar a qualidade do ar apenas de forma corretiva, ele incentiva que o tema seja incorporado desde as fases iniciais do projeto, passando pela escolha de materiais, pelo desenho dos sistemas de ventilação, pela operação e pelo monitoramento contínuo dos ambientes. Trata-se de integrar arquitetura, engenharia, saúde e gestão predial em uma mesma lógica de responsabilidade.

 

Por isso, certificações voltadas à saúde e ao bem-estar ganham ainda mais relevância. Referenciais como WELL, Fitwel e GBC Life já incorporam critérios rigorosos relacionados à qualidade do ar interno, ao controle de poluentes, à renovação adequada do ar e ao acompanhamento de indicadores como CO₂, compostos orgânicos voláteis (VOCs) e material particulado. O alinhamento dessas certificações com iniciativas globais fortalece a coerência entre discurso, projeto e operação.

 

A atuação da StraubJunqueira nessa agenda vai além da adesão ao pacto. A qualidade do ar interno faz parte do dia a dia dos projetos acompanhados pela consultoria, seja por meio da especificação de materiais de baixa emissão, do desenho adequado dos sistemas de ventilação ou da implementação de equipamentos de monitoramento que transformam um tema invisível em dados concretos, capazes de orientar decisões e melhorias contínuas.

 

Ao colocar a qualidade do ar interno no centro do debate, o Pacto Global aponta para um futuro em que os edifícios não serão avaliados apenas por sua eficiência ou estética, mas também por sua capacidade real de promover saúde. Em um mundo cada vez mais urbano e indoor, respirar bem deixa de ser um detalhe técnico e passa a ser parte essencial da qualidade dos espaços que habitamos.

 

Sua edificação está preparada para oferecer uma boa qualidade do ar interno?

A StraubJunqueira atua com consultoria técnica, certificações e estratégias de monitoramento que colocam a saúde no centro do projeto. Fale com nosso time e descubra como transformar seus ambientes.

Compartilhe!